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quarta-feira, 6 de maio de 2020

Atarashi Seikatsu Youshiki

Esse é o novo termo usado comumente nos dias de hoje.



Após o Primeiro Ministro Abe anunciar a prorrogação do Estado de emergência para até o dia 31 de maio, justificando que os casos de infecção diárias continuarem altas.
A meta é que fiquem abaixo de 200 casos por dia em todo país.

Porém, dentro de 10 dias, no caso dia 14 de maio, o primeiro ministro irá se reunir com especialistas e analisar a situação, e existe sim a possibilidade de afrouxar, encerrar ou continuar com o estado de emergência.

O fato é que durante o pronunciamento se falou de uma nova forma de atividade cotidiana (atarashi seikatsu youshiki).
No caso, é alterar alguns costumes do cotidiano se adaptando a nova realidade, que é baseada em 3 pilares principais e outras secundárias.

Manter distância de 2 metros das outras pessoas, ao sair usar sempre máscara, e ao chegar em casa sempre lavar bem as mãos e o rosto, e se puder retirar logo a roupa e tomar uma ducha.

Além de evitar falar rosto-a-rosto, sempre desviando o rosto do outro, ao sentar para se alimentar se puder, ao invés de sentar frente a frente sentar ao lado, ao tossir, sempre faze-lo no lenço (comum ou de papel) ou na manga da roupa, evitar locais onde há grande concentração de pessoas, alterar o horário das compras evitando os horários de pico, de preferência apenas uma pessoa da família faça as compras, diminuir o tempo de exposição, no caso o tempo dentro do estabelecimento e evitar compras diárias, entre outras coisas.

E creio de muitos vão acabar adquirindo um certo costume ou até mesmo toc depois disso tudo.

Sair de máscara já se tornou um hábito, além de estar munido de lenço de papel (para a rinite), álcool em gel, lenço umedecido com álcool, coisas que já existiam por aqui sempre, mas que nem todos os carregavam, e que agora, fazem parte do meu arsenal de coisas que carrego comigo pra cima e para baixo.

O pior é que lenço umedecido (sem ser com álcool) também se encontra escasso.
No caso os lenços para Shoudoku (desinfetar), pois nem tudo se acaba com álcool, como é o caso do Noro vírus, além de desinfectar as mãos e talz.

O governo fala em não estocar as coisas, mas é impossível, pois muitas coisas são difíceis de achar e quando achamos é claro que vamos comprar, pois não se sabe quando acharemos novamente.
Como é o caso das máscaras de papel, lenços umedecidos e álcool.

E neste caso eu tive sim de fazer meu pequeno estoque para me manter  seguro.
E é o que recomendo para todos, sempre ter algumas coisas de reserva.

Itens que eu mantenho em estoque, são Tissue, Papel higiênico, álcool líquido e em gel, máscaras e filtros, lenços umedecidos com e sem álcool.
Pois, são itens que podem ser usados não só durante essa pandemia, mas em outros casos como itens de emergência que devemos manter em caso de terremoto.

Hoje posso tirar um pouco da tensão em relação ao início da pandemia, onde tive de sair atrás de tudo, inclusive enfrentando filas por quase 3 horas atrás de um punhado de máscaras, no caso, ter o direito de comprar.

Logo, eu posso me dar ao luxo de comprar se eu já estiver na rua, mas vez ou outra ainda saio atrás de máscaras.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Estado de emergência para todo Japão.



Na noite de hoje (16 de abril de 2020) o primeiro ministro Abe, anunciou que estendeu o estado de emergência para todo território nipônico.

Juntamente com isso, ele divulgou que estão estudando a possibilidade de liberar a ajuda de custo de 100 mil ienes por pessoa, sem qualquer limitação de renda.

E especialistas e pessoas informadas no assunto, disseram que isso acaba a fastando a possibilidade do governo conceder a ajuda de custo de 300 mil ienes, que havia sido ventilada nesses últimos dias.
Pois, liberar essa ajuda custará para os cofres públicos em torno de 12 trilhões de ienes.
A ajuda de 300 mil iria custar 4 trilhões de ienes.
E então ficou claro que liberar as duas ajudas seria inviável, pois ficou claro que o governo não tem toda essa grana.

E estamos falando de ajuda de custo em forma de dinheiro vivo.

Enfim, esse estado de emergência afeta muita coisa no nosso cotidiano.
Uma vez que lojas de departamento, parques, parques temáticos, cinemas, teatro, bar, pachinko, game center, academia, museus, clínicas de estética, etc, ou seja, tudo e qualquer local onde possa aglomerar pessoas, estarão fechadas.

Restaurantes terão seus horário de funcionamento reduzido.
Fast Food, terão seus horário de funcionamento reduzido em algumas unidades, em outras o estabelecimento estará fechado , funcionando apenas o drive Thru.
A rede McDonad´s, informou que das 20hs até as 5 da manhã o local estará fechado para consumo dentro do estabelecimento, informando que estará funcionando apenas o Drive Thru ou entregas, enquanto outro locais podem fechar mais cedo.

Cafeterias ou fecharão ou terão seus horários de funcionamento reduzidos.

Por outro lado, tudo que for essencial para se manter estará funcionando, como mercado, farmácia, home center, bancos, etc.

Porém o governo pede que evitem saírem em grupo, se possível apenas uma pessoa da casa vá fazer as compras, e fique o menor tempo possível dentro do estabelecimento.

Pede-se também que limitem as saídas, apenas para os casos necessários.
Porém caminhar, passear com cachorro estão liberados, mas pede-se para que evitem aglomeração.

Basicamente, é um toque de recolher, manter as pessoas dentro de casa, longe da socialização pelo menos durante esse período.

Para conversar que usem o telefone, vídeo chamada, etc.

As empresas em tese não precisam fechar ou paralisar suas linhas, porém o governo pede, que se puder, que usem o home office, mas para quem não tem essa opção, que tomem todos os cuidados possíveis, como esterelizar as mãos, usar máscaras e evitar locais com grande concentração de pessoas.

Para alguns não muda quase nada enquanto que para outros mudam completamente.

Ou seja, nas próximas três semanas, todo ficarão limitados a se manterem dentro do lar.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Ajuda de¥100mil? ¥300mil? E agora?



Tempos atrás quem acompanha um pouco o noticiário, ficou sabendo que o governo que iria "dar" uma ajuda de custo para população no valor de ¥100mil, depois foi falado em vouncher, pois se desse em dinheiro muitos iriam poupar.

Depois, foi falado em vouncher para comprar carne.

Porém, nesse meio tempo, o restante dos países atingidos pela Pandemia e que tiveram lockdown, os governos anunciaram um super pacote de ajuda para quem teve de ficar em casa ou teve a renda cortada, os valores foram os mais diversos, dependendo de cada país.
E o Japão ficou meio que para trás, sendo motivo de muita chacota até dentro do arquipélago.

Foi então que o governo começou a se mexer, a chegaram no valor de ¥200 mil ienes por residência, e isso foi veiculado amplamente pela mídia, até que o governo resolveu dar hypada e anunciou uma ajuda de custo (現金給付 - genkin kyufu) de ¥300 mil ienes, porém para quem sofreu ou teve uma queda abrupta no rendimento.

Só que como isso seria feito, não havia sido divulgado de uma forma clara, aliás não existia um plano, apenas um valor.
E o governo disse que iria simplificar o máximo possível para que o processo fosse agilizado e o dinheiro seria disponibilizado ainda no mês de maio.

Na semana passada, o governo divulgou uma lista mais ou menos de como seria feito a triagem.
Só que ficou bem mais ou menos, que chegou até a dificultar ainda mais a compreensão, sem contar que poderia ser "burlado" se a pessoa agisse de má fé.

Na verdade, como disse, o governo não criou um plano sólido, bem elaborado, de como fazer a triagem sendo justo.
Já que a ajuda de custo seria para quem tivesse sua renda comprometida de alguma forma por causa de pandemia e pelo estado de emergência declarado pelo governo federal.



Simplificando, seria dado a ajuda para quem tivesse sua renda bem reduzida, ou até reduzido pela metade.
Para famílias, seria um valor diferente, uma vez que o provedor mais a esposa podem trabalhar e ter a renda.
Trocando em miúdos, em um dos exemplos, se a pessoa mora sozinha e teve a renda reduzida para metade e estar em um dos cases dado pelo governo (rendimento anual), a pessoa acaba recebendo.
Porém seria medido também o rendimento da pessoa desde o mês de fevereiro até maio e assim seria fácil constatar que houve de fato uma redução drástica.
Só que um fator que pode comprometer é que o rendimento da pessoa não entrar no case do governo, mesmo tendo sua renda mensal reduzida pela metade, a pessoa acaba inapta a receber.



Na verdade houve muitas contas, mas nenhuma confirmada pelo governo.
Houve valores, na verdade um esboço do governo, exemplificando de forma bem grossa, e tosca.
Só que depois, veio mais informações que o rendimento anual baseado no imposto residencial seria levando em conta, ou seja, se passar em um critério e não no outro, como disse acima a pessoa acaba não recebendo.

Enfim, foi uma verdadeira lambança, que o governo reconheceu que seria difícil fazer a triagem de maneira correta em pouco tempo, ou seja, para fazer a coisa e beneficiar quem realmente precisa, levaria um tempo considerável.

Então no começo dessa semana, foi ventilado pelo partido da coalizão a liberação do valor de ¥100 mil para todos sem levar em conta a renda.
Isso chegou até o primeiro ministro e na data de hoje (15 de abril de 2020) ele disse que irá avaliar o caso.

Sendo que o Abe em um programa (na NHK se não me engano) havia dito que essa ajuda seria para quem estivesse precisando, que foi impactado pela pandemia e que quem não teve a renda afetada não necessitaria dessa ajuda (de fato nisso ele está certo).
E comentou que diferente da crise de 2008, em que o então primeiro ministro Taro Aso, distribuiu para todos a quantia de ¥12 mil ienes, dessa vez seria diferente.

Ou seja, o governo está mais perdido que cego em tiroteio, e para piorar por assim dizer, tem o esquema das máscara de pano, que vai consumir ¥46.6 bilhões de ienes dos cofres públicos, que começarão a serem entregues a partir dessa semana, com prioridades para os locais onde há focos da doença e províncias atingidas pela estado de emergência.

link para a matéria de hoje:
https://www3.nhk.or.jp/news/html/20200415/k10012387831000.html


O que é mais incoerente é que o governo quer que o dinheiro circule, pois ele está "parado".
Como fazer as pessoas a gastarem diante de um cenário que transmite insegurança?
Só dar dinheiro não resolverá.

O que eu acho que seria coerente, seria o governo cortar o imposto de consumo de alimentos essenciais, assim como medicamentos, não diria zerar, mas reduzir bem, que com toda a certeza o povo iria abrir a mão.
Produtos não essenciais, poderia ser deixado para um segundo estágio, onde a pandemia fosse reduzida e o estado de emergência cessado, aí o governo poderia cortar o imposto de consumo dos produtos por um determinado tempo.

Porém, para evitar que pessoas de má índole se aproveitassem da situação para comprar em grande volume para depois revender, o corte de impostos iria valer para um item (dependendo do item) e caso a pessoa quisesse comprar mais de um item do mesmo produto seria cobrado o valor cheio sem desconto, para assim intimidar os revendedores.

Cortar o imposto com certeza atingiria a todos, todas as camadas sociais e haveria sim um aumento dos gastos.

Só que políticos só pensam neles, não pensam na população, não pensam que estão enforcando quem os sustentam

Enfim, temos de aguardar as cenas dos próximos capítulos.

sábado, 11 de abril de 2020

Máscara (de pano) para todos.



No dia 7 deste mês o primeiro ministro Abe anunciou que todas as residências do país iriam receber 2 máscaras(??).

Tipo, a residência que tiver mais de 2 pessoas, como faz?
Revezamento?

Enfim, as máscaras são de pano 【布マスク/nuno mask】, ou seja são laváveis, reutilizáveis.
E segundo ele anunciou, para isso o governo iria gastar em torno de 233 milhões de ienes.

O que gerou muitas críticas e também zoeiras nas redes sociais.




Enfim, dois dias depois, no dia 9, veio a bomba, a quantia que o governo havia divulgado que gastaria não era real.
O valor real acabou aparecendo, as máscaras, somando-se as embalagens de envio mais o valor de frete de envio custarão 466 milhões de ienes aos cofres públicos, o que gerou mais revolta ainda e muitas reclamações por parte da oposição.



Muitos na rua, disseram que era um valor absurdo, que poderia ser investindo em testes para a população ou até mesmo investindo na fabricação das máscaras.

Lembrando que a Sharp, no final no mês passado passou a fabricar máscaras, porém sua produção diária ainda é baixa e eles estão dando prioridade para enviar para hospitais e locais onde há necessidade e quando a produção aumentar eles passarão a vender para as pessoas normais, porém a venda será apenas em seu site de de vendas.

A Toyota anunciou essa semana que passou que passou a fabricar proteções faciais usando impressoras 3D, usados por profissionais, assim com em outra unidade passaria a fabricar máscaras também, depois de adquirir o know-how e por fim a Aisin, que é ligada a Toyota passaria a fabricar o equipamento para tratamento da doença.

Porém, existe um outro empecilho para a fabricação de máscaras, a matéria-prima sofreu aumento por conta da demanda, ou seja, além de o produto estar em falta, o mesmo pode sofrer aumento no futuro, uma vez que as fabricantes irão repassar os custos para o produto final.

Enfim, em tempos de crise, falta de máscaras, o jeito é apelar para as máscaras laváveis (de poliuretano) ou as máscaras caseiras.


Porém, vem os críticos de plantão dizerem que estas máscaras não protegem contra o vírus.

Só que eles esquecem que as máscaras de papel também não protegem, diminuem o contato, e também serve para não propagar o vírus, ou seja, qualquer proteção que tiver já será de grande ajuda, melhor ter uma máscara do que não estar com nada.

Para estas máscaras existe os filtros que são colocados na parte interna e após o uso são descartados, gerando aí uma proteção à mais, isso tudo para driblar a falta de máscaras disponíveis, ou para quem quer máscaras se vê obrigado a enfrentar filas logo cedo nas portas dos estabelecimentos que vendem o produto, mas mesmo assim não é garantia de que saia de lá com elas, uma vez que o produto está escasso e não há certeza da quantidade de unidades que irão entrar no dia.
(a média de espera na fila para garantir um bom lugar, é de 3 longas horas dependendo do lugar)




Lembrando, que nesta data, a província de Aichi está em estado de emergência, declarado pelo próprio governador, enquanto o governo federal ainda analisa a inserção do estado na lista de províncias em estado de emergência pelo governo federal.
Gifu o governador colocou a província em declaração de emergência, o que difere um pouco, uma vez que pode ser mais "brando".