domingo, 23 de setembro de 2012

Treta na China..ou melhor protestos (!?)

Desde uns tempos pra cá o que foi noticiado na mídia.


Foi o protesto, ou melhor os protestos na China, impulsados por conta de uma briga, rixa, sei lá...de tempos atrás.

Envolvendo umas ilhas no sul do Japão, perto de Okinawa.

As ilhas chamadas de Diaoyu pelo lado Chinês e Senkaku por parte do Japão sempre foram polêmicas, porém o Japão resolveu comprar as ilhas do proprietário, custou alguns milhões de ienes, e deu-se o estopim para o conflito.


Então, os chineses resolveram protestar....mas pera...a China é comumente conhecida como uma nação que censura tudo da forma que lhe convém, ou que venha "ameaçar" sua política.


Logo, houve "permissão" para que os protestos fossem realizados, já que envolvia interesses do país.
E o que seu viu foi é baderna, vandalismo e muitos chineses mostrando sua fúrias com produtos japoneses, em especial, automóveis, objetos que foram alvo de vandalismo primata, pessoas destruindo bens, como se isso adiantaria para alguma coisa.

Mesmo assim os pseudo-protestos continuaram além de Pequim, se estendendo para outras localizações, e assim muitos japoneses que moram por lá, sentiram acuados, com a possibilidade de virarem alvos destes protestos.

E ao que parece a intensidade dos protestos diminui, deflagrado por protestos paralelos a causa principal.
Tipo, abriu-se um precedente já que tava rolando protesto mesmo, para que muitos reivindicassem liberdade de expressão e fim da censura.

E isso foi o ponto em que o governo resolveu dar um basta e censurar estes manifestantes, prendendo-os.
Ou seja, foram manipulados só por causa dos interesses dos governantes e não da dignidade do povo, usando o mote de soberania e tal.
Uma espécie de lavagem cerebral para os menos instruídos e deu no que deu.

O fato é que muitas empresas japoneses instaladas por lá, sentaram para avaliar se compensa mesmo continuar por lá, depois dessa confusão.
E venhamos e convenhamos que muitos chineses melhoraram de vida ou de perspectiva por conta da abertura de mercado da China e a vinda de muitas empresas estrangeiras, por conta da farta mão de obra barata e matéria prima, incluindo empresas japonesas.
Nesse ponto vale ressaltar que a entrada dessas empresas trouxe a geração de muitos empregos e por algum motivo um grupo de pessoas cegas por algo "irrelevante" acabasse desestabilizando tudo...
A saída empeso de mutas empresas, pode causar um impacto negativo no que tange a empregos, ou seja, para onde iriam todas as pessoas hoje empregadas nessas indústrias?

Voltariam para o interior? Mendigariam pelas cidades? Homeless?

Fica claro que o vandalismo mais prejudicou do que ajudou nessa causa, causando aí um alerta de possíveis conflitos de relação diplomática.

Mas, como o governo Chinês não é tonto e sabe que causar uma ruptura diplomática, poderia haver possíveis retaliações com outras nações.
E ela fazendo parte da OMC, causaria um tremendo mal estar por lá.

Tanto que o governo Chinês, delegou representantes para ir à Tokyo tentar acalmar os ânimos antes dos ministros dede relações exteriores de ambos os países se reunirem na assembléia geral da ONU.

E por aqui, houve protestos sim, por partes do japoneses em frente a embaixada da China, mas nada de baderna, vandalismo ou coisa do gênero, do naipe que se viu lá na China.


Ou seja, a grande culpado por esse mal estar foi o próprio governo chinês e não do povo em si, já que foram manipulados.

Com essa história de que as empresas japonesas estariam pensando em tirar suas linhas de produção da China, criou-se um clima entre os brazucas aqui do Japão, de que elas voltariam pra cá e com isso em tese aumentaria a oferta de empregos.
Logo, esse povo começou a descer a lenha nos chineses e tal.

Como esse povo é ingênuo, pra não dizer sem noção, já que penso que não acompanham noticiário e tal, não devem saber ou ignoram o fato de que o Japão depende das exportações em muitos setores da economia.
E com o iene forte, diante do Dólar e agora do Euro, faz com que os compradores, fiquem mais cautelosos nos pedidos, além do fato de que a Europa vive momentos de tensão por conta de problemas nas economia de vários países, os EUA ainda tentam se levantar do baque que sofreu em 2008.

Ou seja, com o encarecimento dos produtos as empresas teriam de lidar com um lucro menor ou diminuir suas despesas, ou até mesmo as duas coisas.
Ou seja, não haveria um ganho rela em termos de salário, que é o que quase todo brasileiro coloca como principal prioridade ou exigência na hora escolher um serviço.

Mas, estes se esquecem de que não adianta exigir bons salários se a qualidade não tem condiz com o que almejam.
Explicando melhor, o povo quer receber bons salários, ter empregos à disposição, mas não se comprometem com nada.
Emprego em abundância abre o precedente para que muitos fiquem pulando de galho em galho, ou melhor de serviço em serviço, procurando os que paguem melhor e foda-se o resto.
Com a falta de opções, muitos tiveram de rever esse conceito e tiveram de aprender na marra a pelo menos trabalhar direito para manter seus empregos, senão..RUA!! KUBI!!

Com a volta de empregos em abundância traria novamente essa putaria toda.
Sem contar que a qualidade dos serviços dos tupiniquins decaiu muito nestes últimos anos.
A imagem que os primeiros dekasseguis formaram perante os japonese foi totalmente deturbada por essa nova geração, claro que generalizar não é correto, até porque uma pequena porcentagem realmente mantém a postura dos primeiros dekasseguis.

Ou seja, trabalham, coisa rara de se ver atualmente em muitas pessoas, e isso fica estampado logo de cara, basta olhar para a cada do cidadão que já se percebe que ou é vagabundo, folgado ou as duas coisas.

Em suma, se as empresas japonesas tirarem suas linhas de produção da China, de certo é que não voltariam pra cá, pelo motivo que descrevi a acima.
E os principais locais das novas instalações seriam países como Taiwan, Vietnam, Bangladesh, Cingapura entre outros países cuja mão de obra seja barata.

Aqui, vê-se que a mão de obra é cara e não compensa reduzir os ganhos sem ganhos relevantes de qualidade.
Aliás, o que as empresas querem é seus produtos sejam descartáveis, os bens sejam menos duráveis, por isso é necessário produzir por menos, e com qualidade mediana, ou pode-se dizer de obsolência programada onde as pessoas trocariam suas coisas de tempos em tempos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário