sábado, 10 de março de 2012

Na pele de um novato!

É claro que em algum momento da vida, passamos por essa fase, uns mais outros menos.

Mas, é algo que fazia tempo que não passava.
Coisa de uns 10 anos...!!

Depois de todo esse tempo trampando no mesmo lugar, fazendo o mesmo tipo de serviço, eis que fui enviado a um outro lugar, outra seção, outro tipo de serviço.

Não foi uma transferência e sim um "empréstimo", palavras do novo chefe geral, já que fui apresentado como um veterano que pode ajudar uma seção de testes a "vingar".

Bom, é uma misto de sensação de novato com o sentimento de já estive aqui, até porque depois desse tempo, voltei para o lugar onde comecei essa minha jornada dentro da empresa.
Foram alguns anos trabalhando nesse local e depois fui deslocado para o outro.
E até então vi muito novato entrar e sair, ver como as coisas funciona, dúvidas, erros, insegurança e talz.

Uma sensação que não sentia a tempos, e que agora estou tendo de passar por ela, seria o outro lado da moeda.
Mas, não chega a ser uma sensação de novato do zero, já que alguns coisas se assemelham quanto a forma de procedimento.
Ou seja, são coisas apenas para me readaptar, logo, muito mais fácil de pegar o serviço, e foi bem o que aconteceu.
Uma evolução muito rápida em uma semana, para quem nunca tinha visto as peças atuais.

Mas, essa coisa de novato pode ser pouco tempo(ou não), afinal não depende basicamente de mim, a minha parte estou cumprindo, que é tentar absorver o máximo que puder e assim fazer a coisa funcionar o quanto antes.

Mas, tem aquela enorme preocupação, se vou ficar por pouco tempo, porque aprender tudo??
Preocupação essa que não me assola tanto, um pouco é verdade, mas o pior é com o pessoal de lá, que tem aquela sensação de que terão de ensinar outro daqui um tempo.

Surge aquela dúvida de ensinar tudo ou não, já que o básico é essencial.
Num ambiente onde se apenas japonês, me obriga a gastar o meu...

E de certo ponto entendo essa preocupação, já que um dos meus papeis é aprender e depois ensinar num curto espaço de tempo, e pra piorar o histórico de pessoas que se dedicam ao serviço é muito ruim.

Hoje, são poucos os que realmente se dedicam ao serviço, a grande parte dos brasileiros (vou me ater a falar somente deles, apesar de que não é algo que atinja somente estes) não se interessam ou assumem este compromisso.

A primeira coisa é o dinheiro, entendo que este seja importante, seja o objetivo, mas o povão, pensa da seguinte forma, se não gostar f*da-se e dá as costas e vai embora, tá ninguém é obrigado a ficar num lugar que não agrade.
Mas, da forma como muitos pulam de emprego traz até uma desconfiança do empregador.
Pois, como firmar compromisso com alguém que são se compromete com seu emprego?

A primeira coisa que muitos pensam é no dinheiro que podem ganhar, ou seja, que seja bem remunerado e que trabalhe pouco.
Ninguém gosta de trabalhar muito, de sentir cobrança, fazer alguns sacrifícios, tem de ser tudo da forma mais fácil possível.
Alguns vem com a esperança de ganhar rios de dinheiro, mas esquecem de que pra isso deve haver um certo compromisso.
Ainda mais nos dias de hoje, com a recessão, crise no mundo, alta do iene, tudo isso contribui para o encolhimento do ordenado.

Então, sem alguma especialização, conseguir um emprego com boa remuneração se torna mais difícil, com exceção à aqueles empregos mais pesados ou perigosos.
Mas, parece que muitos ainda não se deram conta disso e ainda pensam que estão na era de ouro do país, ignoram a recessão e tudo mais.

Mas isso não atinge apenas o Japão, porém muitos custam a abrir os olhos para a realidade.

Eu vejo muita gente que faz corpo mole no serviço, e que depois reclamam que os chefes ficam em cima, pegam no pé, com razão, alias estes é que simplesmente seguem por este caminho.

E você sendo diferente da maioria, se dedicar, acaba virando alvo da rodinha da galera, que gostam de falar mal dos chefes e que te colocam como puxa-saco entre outras taxações, até porque é especialidade dos brasileiros taxarem as pessoas, pior ainda dos que não vão com a cara.

Enfim, minha primeira semana de novato não foi ruim, mas comparado ao ritmo que tinha antes, foi praticamente lento.
Até porque é uma seção de testes, onde o importante no momento não é com a produtividade e sim com a adaptação de criar uma forma de produção padrão.

Já ouvi as versões dos dois lados e fico até feliz em tê-las ouvido.

Mas, ainda me falta motivação para realmente me sentir bem.

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